VAMOS FALAR SOBRE ARTRITE REUMATÓIDE?

A Artrite Reumatoide é uma doença inflamatória, crônica, sistêmica e progressiva. Acomete primariamente articulações periféricas como mãos, punhos, pés, joelhos e até mesmo, quadris e ombros. Logo, grande parte dos pacientes não tratados adequadamente terão suas atividades de lazer, sociais e profissionais limitadas em maior ou menor escala, com diminuição da independência. Estudos mostram uma prevalência de 0,5 a 1,0 % da população, sendo mais comum em mulheres, com início dos sintomas entre 35 e 55 anos.

Por se tratar de uma doença sistêmica, ela também pode cursar com acometimentos extra-articulares (fora das articulações), em outros órgãos, como pele, pulmões, coração, olhos, rins, entre outros. O perfil de pacientes mais suscetíveis a isto são, além dos geneticamente predispostos, os que iniciam com quadros graves, poliarticulares, e que tem o exame de fator reumatoide ou outro marcador positivo. Os pacientes com este perfil podem responder bem ao tratamento, mas é importante iniciá-lo o quanto antes para minimizar o risco de sequelas.

Quanto mais cedo os sintomas forem diagnosticados e tratados, podem se tornar reversíveis, porém a persistência da inflamação causa destruição da cartilagem e óssea. Isso pode levar a diminuição da amplitude do movimento articular e muitas vezes rigidez permanente das articulações.

O diagnóstico da AR é clínico, com exames laboratoriais auxiliando no diagnóstico, monitoramento da doença e controle das medicações. Nesse sentido, também são utilizados exames de imagem, que permitem avaliar a intensidade do dano articular. Porém, além dos remédios e se necessário, infiltrações e até procedimentos cirúrgicos, o tratamento deve incluir ainda, a educação dos pacientes e familiares sobre os vários aspectos da doença.

Nos últimos anos, as medicações biológicas fizeram uma revolução no tratamento da Artrite Reumatoide, os corticoides e anti-inflamatórios, antes tão usados, devem ser prescritos em doses baixas e por um curto intervalo de tempo. As reavaliações dos pacientes devem ter intervalos entre 30 e 90 dias.

Apesar de não ser uma doença rara e mesmo com a evolução nas terapias disponíveis, um fator limitante para a boa resposta terapêutica continua sendo a demora no diagnóstico. São muitos os fatores envolvidos para este atraso, tanto individuais, como sociais e econômicos.

Geralmente a primeira consulta com o Reumatologista é depois de 12 meses após o início dos sintomas. O ideal seria que todo paciente com suspeita de artrite fosse avaliado em menos de 4 meses. Assim, é muito importante incluir mais este compromisso tanto neste dia 12, como nos demais do ano, e assim, alertar sobre esta doença tão limitante e informar à sociedade que podemos modificar o curso dela se tratarmos precocemente.

• Dor articular, associada à edema (inchaço);
• Aumento da temperatura e rubor (vermelhidão);
• Sensação de rigidez articular, mais intensa pela manhã.
Além disso, ela também se pode se apresentar de maneira lenta e progressiva, associado a esses sinais:
• Fadiga;
• Febre;
• Fraqueza;
• Mialgia (dor no corpo);

Cláudia Costa é médica especialista em Reumatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e Sociedade Brasileira de Reumatologia. 

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